André Mendes da Silva – egresso do curso de Engenharia de Controle e Automação

Sem fronteiras | Egresso da PUCPR supera adversidades e participa de pesquisas internacionais.

 

André Mendes da Silva acaba de receber o diploma de Engenharia de Controle e Automação. Durante o curso, fez estágio em uma multinacional japonesa, foi bolsista na Universidade da Califórnia (EUA), onde trabalhou numa empresa de mísseis e, por último, retornou do Canadá, onde participou de uma pesquisa que combina inteligência artificial e análise de imagens.

Isso já seria história o bastante no currículo de um jovem de 24 anos. Mas, no caso de André, o que torna sua trajetória ainda mais incrível é a sua força de vontade. Nascido no interior do Paraná, em uma família de poucos recursos, a vida nem sempre foi fácil.

A jornada diária envolvia o trabalho como aprendiz e os incessantes estudos. Seu empenho foi recompensado. Com a nota obtida no Enem, André fez a inscrição no ProUni e a posterior escolha pela PUCPR. Na sua decisão, pesaram o curso e a tradição da Universidade, além da possibilidade de seguir conciliando estudos com trabalho. Conheça um pouco mais sobre o aluno na entrevista a seguir:

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Fazendo uma retrospectiva, quais os principais fatos que vêm à sua memória?

Lembro que em 2009 mudei para Curitiba sozinho, sem emprego nem casa fixa e apenas R$ 1 mil. Morei com um amigo, depois na Casa do Estudante Luterano Universitário (CELU). Meu gasto diário era de R$ 3, usados para comprar dois miojos e um pacote de bolacha. Apesar das adversidades, o curso sempre foi minha prioridade. Minhas notas ficavam entre as melhores da turma, mesmo que isso significasse dormir apenas três horas por dia.

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Fale um pouco sobre o começo das suas experiências internacionais.

Sabia que o conteúdo dentro de sala precisaria ser complementado. Por isso, sempre procurei atividades extras. Completei duas pesquisas pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), fiz estágio em uma multinacional japonesa e aí vi que precisava de uma experiência fora do país. Com uma bolsa do programa Ciência sem Fronteiras, estudei na Universidade da Califórnia (EUA), onde passei quase um ano em uma empresa de mísseis.

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E a participação no projeto no Canadá, como foi?

Retornei ao Brasil para finalizar o quarto ano, mas sempre em busca de novas oportunidades.

Foi assim que encontrei o programa canadense Mitacs Globalink, que concede bolsas de estudo a alunos do último ano que desejam fazer pesquisa no Canadá. Participei de um projeto que combina inteligência artificial e análise de imagens. Criamos um método para analisar imagens subaquáticas tiradas em expedições pela costa canadense, para detectar e identificar animais. Esses dados ajudam biólogos a fazer relatórios sobre a fauna da região.

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Como você avalia a bagagem adquirida com essas vivências?

Aprendi muito sobre a cultura canadense e americana. Profissionalmente, foi uma confirmação de que os estudantes brasileiros são tão bons quanto os de outros países. Essas oportunidades já me abriram muitas portas e serão um grande diferencial na minha vida.

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Por Daniela Licht.

Foto: LA Photo.

Edição 231 da Revista Vida Universitária, de abril/maio de 2015.

http://issuu.com/conteudodemarca/docs/vu-231-maio-abril2015

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